São
muitos os conflitos na busca
de relacionamento após
a meia idade, pois se trata
de introduzir uma pessoa,
ou seja, um elemento novo
em uma estrutura emocional
e social já pré
existente, certamente construído
por outros indivíduos..
Os filhos dos casais na
meia idade ficam preocupados
com essa questão
e com certa razão,
pois existe a preocupação
de que entre alguém
mal intencionado na família
e acabe com o patrimônio
constituído ao longo
dos anos pela família
e sabendo também
quanto custa sustentar com
qualidade de vida um idoso,
preocupa que o pai ou mãe,
fiquem desguarnecidos financeiramente
nessa fase da idade.
Dessa
forma, a melhor maneira
de relacionar-se sadiamente,
para que não ocorra
posteriormente o conflito
generalizado, deve-se melhorar
o critério de busca
de parceiros nessa idade.
Quando somos jovens, nos
unimos em parceria e os
dois constroem junto o patrimônio,
já em outros tempos
não é essa
a realidade.
Devemos observar no critério
de busca três questões
fundamentais para a escolha,
por essa razão o
próprio amadurecimento
da idade permite não
se deixar levar apenas por
emoções, mas
aplicar a razão junto
a emoção.
Os critérios são:
Mental:
que envolve a questão
cultural social, para que
haja interação
no diálogo. Dessa
forma, existe a possibilidade
de fazer planos juntos,
projetos. E ainda a questão
filosófica, de capacidade
de serem verdadeiros um
para o outro e sempre poder
abrir espaço para
a conversação
saudável e posicionada,
com respeito as diferenças
pessoais
Físico:
Aqui entra a estética,
idade, financeira e sexual.
Muito importante também
a questão íntima
sexual, contudo o que deixa
a relação
forte é o aspecto
afetivo, ou seja, a capacidade
de criar laços, vínculos,porém
se houver discrepância
na financeira, alguém
vai sentir-se lesado em
outra instancia. Se uma
das partes ainda não
estiver resolvida profissionalmente
e financeiramente, pode
esquecer que ninguém
vai resolver, pois quando
se busca a salvação
financeira no outro, é
desastre total para ambas
as partes.
Espiritual:
Neste item busca-se o sentimento
da pessoa em questão,
verificar como ela conduz
a própria vida, se
é alguém que
se sensibiliza com a natureza,
os animais e pessoas em
sofrimento e você
também tem as mesmas
característica, então
pode dar certo. Ou se vc
é dessa forma e a
outra pessoa é completamente
materialista, cético,
a relação
vai gerar conflito.
Para que isso seja possível
é preciso cuidar
para que os complexos não
fiquem na frente, pois uma
pessoa com muita baixa estima,
vai precisar de alguém
que pareça inferior
para sentir-se mais superior
e valorizado e ai esta o
perigo a ser observado,
pois é muito comum
isto acontecer tanto para
homens como para mulheres.
O sofrimento posterior é
inevitável, podem
crer.
Amor, amor verdadeiro,
não sabemos ainda
o que é esse sentimento
no planeta Terra, portanto
cuidado com as ilusões.
O que sentimos, quando mais
amadurecidos, é afeto
e muita amizade pelo outro,
pela capacidade que podemos
desenvolver de projetos
e ideais juntos. Sem isso,
o relacionamento é
fadado a perder a energia
e ambos, ou se desligam
ou envelhecem rapidamente
até a morte, pois
a relação
deixou de ser nutritiva
para ambos..
Nesses três itens,
citados acima, é
necessário pelo menos
50% de cada um de afinidade,
para que a relação
possa fluir satisfatóriamente.
De verdade isso se aplica
a qualquer idade, porem
na idade madura, é
mais complexo por questões
financeiras principalmente,
porém se tudo for
esclarecido e documentado,
evitam-se transtornos futuros,
sendo possível usufruir
de uma relação
sem paranoia, curtindo apenas
a afetividade que se pode
proporcionar nessa idade,
já mais amadurecida.
Hoje, deparo com pessoas
dessa idade que preferem
ficar sozinhos, por medo
de serem enganados e de
certa forma se esses critérios
de busca não forem
religiosamente examinados
e conversados com o outro
claramente, quando ocorre
o encontro, pode acontecer
o engano certamente, porém
quando estabelece-se o acordo
mutuo, tudo pode ser maravilhoso
nessa parceria, fazendo
justiça a natureza
humana, que não foi
criada para a solidão.
Sonia
Braga Urbano