Neste artigo gostaria de dar ênfase específica ao Transtorno de déficit de Atenção/Hiperatividade na criança.

Há trinta anos venho trabalhando em psicoterapia infantil e venho mudando a minha forma de trabalho ao longo dos tempos. Sempre reciclo as técnicas e métodos de atuação.

Observação prática e estudos levaram-me a obter meus próprios conceitos sobre as dificuldades infantis.

Depois de tantos estudos sobre o Transtorno TDAH, a ciência define ser um fator hereditário, sendo que a contribuição genética, parece ser um fator substancial, conforme sugerido pelas últimas pesquisas.

Hoje revendo o meu passado, conclui que eu tinha esse referido transtorno, como felizmente naquela época não havia tais pesquisas, fui em minhas buscas de cura encontrando solução muito mais agradável do que as propostas de hoje, com medicamentos, que podem dar efeitos colaterais e causam dependência, contestada ainda por alguns segmentos da própria ciência.

Ocorre que as crianças , desta nova geração, são agitadas e insatisfeitas com o meio ambiente, pois o ensino de maneira geral não mudou muito da minha época, das crianças de minha geração (década dos anos 50/60), ainda existe muita necessidade de usar a memória como depósito de informações, quando hoje deveriam usá-la como suporte para pensar. Os pais por sua vez preocupam-se muito com o desenvolvimento intelectual e muito pouco com o desenvolvimento emocional.

Se formos nos basear num teste usado para crianças, classificá-la apenas por esse instrumento, como fazem profissionais desavisados, estaremos mutilando um ser a buscar seu próprio processo de recuperação e atirando-a num processo de vitimação, pois pela característica acomodada que carregamos também pela genética humana, deixaremos de nos esforçar para fazer mudanças significativas internas, para nossa evolução e até mudança genética, pois usaremos os remédios como muleta, sendo que somos os únicos seres vivos da natureza que possui essa capacidade.

Sabemos que até os doze anos de idade, é possível mexer na personalidade do individuo, porque não ajudar a criança com métodos e técnicas aplicadas adequadamente no consultório, ajudando-a a construir uma identidade nova, mais saudável do que a de seus pais e antepassados?

Não é só o TDAH que é hereditário, tudo é hereditário, a criança já nasce com suas próprias características e cabe a família, ajudá-la. O que ocorre é que os pais muitas vezes possuem características semelhantes a de seu filho e não sabe como ajudá-lo, até reforçando muitas vezes o comportamento inadequado, mas saibam que não é um remédio que resolve essa questão.

Evidente que não descartamos a necessidade do medicamento em algumas situações, isto quando a criança esta o que chamamos de “surto”, quando já esta totalmente fora de controle, não precisa ser TDAH, as vezes uma depressão, ou ainda uma crise psicótica, que considero muito mais grave para ser avaliada do que o TDAH, mesmo nestes casos, já tive crianças que conseguiram sair do surto em poucos meses, sem a medicação alopática, somente com a homeopatia como suporte, não que eu tivesse indicado, mas por conta dos pais preferirem este caminho e eu percorrendo ao lado com a psicoterapia, com sucesso, são casos que já levei em Congresso Junguiano, com sucesso nas demonstrações práticas a outros profissionais da área, psicologia e psiquiatria.

Não devemos nos esquecer que é possível mexer na personalidade até os doze anos de idade. O mecanismo é este:

O pensamento gera energia e a energia dá a característica bioquimica no organismo, logo basta ajudar a criança pensar de uma forma mais correta e ela mesma, promoverá sua auto cura.

Eu posso lhes dizer que me curei com mais idade, é a opinião do mestre Jung, que podemos fazer a nossa transcendência na meia idade, logo segundo ele, sempre é tempo de mudar nossa cabeça, basta querer. Primeiro é importante saber onde esta, para saber onde desejamos chegar. É comum o ser humano não saber onde esta e nem tampouco onde deseja chegar.

Sempre primo pela idéia de fazer um bom diagnóstico, até para que a criança saiba como exatamente ela se encontra, saber dos seus recursos internos e das varias possibilidades de mudança.

Colocar nela mesma a responsabilidade de mudar é de vital importância, pois precisamos tirar da criança a idéia que ela tem problemas por causa de seus pais, pois neste caso estaríamos instalando no individuo o sentimento de vitima e quando ela aprende que pode mudar por si mesma, ajudamos a descobrir seu próprio individuo, pois somos seres individuais e necessitamos perder as crenças negativas dos antepassados de dor e sofrimento, que vêem de uma característica psíquica de dependência de amor, ensinamos a criança lidar com os problemas tornando-a um ser forte e capaz, respeitando as dificuldades de seus pais e professores, sendo capaz de amar, usando a lei natural “É dando que se recebe”.

Ajudem as crianças de maneira geral, ver o seu mundo mais colorido, melhorando sua auto estima, com a capacidade de se dar, ou seja, valorizar a sua própria vida, do jeito que ela se apresenta, ser menos egocêntrica e aprendendo que ela pode ser melhor a cada dia como individuo, um ser em desenvolvimento, mas um individuo com suas características próprias, mostrando que é uno, que ninguém é igual a ela, por essa razão é especial e não porque é doente ou possui uma patologia como uma fatalidade hereditária, mesmo que isso fosse real, ou seja, diagnosticada por algum profissional, ainda assim, ela poderia mudar!!!!!!!

Sônia Braga Urbano


 

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