É outono, encontro-me no paraíso com 1.500 amigos, estudando sobre o “Universo, o Homem e o Reino Vegetal”, pesquisa de 25 anos de uma médica, Dra. Carmem, atendendo a proposição de Dr. Celso Charuri, fundador da Pró Vida.

Este primeiro encontro de introdução ao curso propriamente dito, foi demonstrado que vivemos constantes transformações neste Universo relativo, movimentadas pelas energias Yin e Yang, ou seja característica passivas e ativas da própria natureza.

Aprofundei a compreensão da atuação dessas forças no Homem, hoje um pouco mais, percebi a versatilidade que podemos usa-las e se soubermos direcionar melhor a nossa vontade, estabeleceremos uma harmonia, na nossa condição humana, aprendendo com a própria natureza.

A Sabedoria consiste em compreender quem somos e onde estamos, para extrair o sentimento de paz.

Aqui no paraíso, estou em gestação, formando meu embrião, a beleza e a harmonia deste lugar, acolhe-me e faz crescer o amadurecimento da real posição e razão da nossa existência aqui na Terra, dando melhor sentido e direção para a minha vida.

Nasci mulher, feminina e nesta busca de integrar-me ao homem, masculino, perdi-me neste processo que vêem mantendo-me presa em minha caminhada, gerando em mim intensa insatisfação existencial.

Aprendi aqui no Paraíso, que o Reino Vegetal é Yin, ou seja, passivo em relação ao Homem, na relatividade e dualidade da Terra.

Fiquei deslumbrada com a apresentação e explicação sobre as mais diversas categorias de diferentes plantas; a beleza, leveza e sutileza do Reino Vegetal, que paga muito caro para manter-se belo e útil ao Homem, pela necessidade de preservar a própria espécie. Usa os nutrientes dos minerais, do sol e da lua na fabricação da fotossíntese, garantindo e esbanjando recursos ao homem, apesar dos predadores.

Passo a observar o vegetal com maior respeito como Yang que sou em relação a ele e certamente irei aproveita-lo muito mais adequadamente em minha vida, com outro sentimento.

Sinto-me agora como mulher, mais responsável e mais identificada com a minha própria natureza feminina.

Devo preocupar-me cada vez mais com a saúde física e beleza de meu corpo, como reflexo de minha harmonia interna, sendo o minimo que posso fazer para oferecer, em meu meio, beleza, energia de vida alegria, leveza sutileza, como o vegetal.

Foi possível compreender meu real papel de mulher na passividade em relação a um homem, imito o vegetal com a beleza e leveza; doação, dedicação, respeito, mas posso usar de sutileza no posicionamento da força Yang, que também me compõe, nas características de auto respeito, para defender-me do predador se necessário for.

Imitarei o vegetal que se curva diante das tempestades e intempéries , mas brota novamente ressurgindo belo e formoso, cumprindo com a sua função

O vegetal em sua passividade em relação ao Homem, é vitima muitas vezes, de ingratidão, o desmatamento, a destruição de tanta beleza, destruindo a si mesmo, por falta de amor próprio, provocando todo esse desequilíbrio ecológico.

Curvo-me diante de tanta beleza e perfeição da natureza, que a Natureza nos concedeu e envergonho-me de ficar sofrendo por tanta pequenez.

Como ser pertencente a raça humana, devo deixar de ser vitima assumindo um pensamento novo, com responsabilidade por tudo que me acontece, sabendo que tudo é minha própria opção, pela característica de livre escolha que possuímos, diferenciada dos outros níveis terrestre que evoluem coletivamente.

Posso escolher agora assumir meu papel de mulher, passiva Yin, em relação ao homem, ativo, Yang, com leveza e beleza, suavidade na comunicação, sem segundas intenções, mas para fazer justiça ao meu próprio ser e ao mesmo tempo ser ativa Yang em relação ao que já posso compreender, como ideal de vida, integrando e dosando as forças Yin e Yang que nos compõe.

Como mulher nesta grande tarefa, orgulho-me desta pesquisa, que foi feita por uma mulher, que passivamente atendeu ao pedido de um homem, sendo patrocinada por Ele, espiritualmente e mentalmente , por se tratar de um propósito comum, pois não mediu esforços para dar como exemplo enquanto esteve aqui na Terra , a sua própria vida de dedicação e amor ao próximo de forma incondicional, e ao mesmo tempo posicionado e direcionado no ideal de ajudar na construção de Um Mundo Bem Melhor.

Ficou mais simples para mim compreender que a mulher pode ser Yang, ativa em relação a sua própria vida e como profissional, evitando as dependências financeiras e psíquicas e passiva Yin, em relação ao masculino, ainda que esteja se defrontando com uma opinião contrária, dentro da passividade podendo haver sutileza na comunicação, sendo possível, quando focamos o objetivo comum e não as diferenças. pessoais.

Sônia Braga Urbano

  Indique esta página!

 

Todos os Direitos Autorais reservados à Autora