Consigo
visualizar o externo, mas não posso aproveitá-lo
inteiramente;
Existe uma película que me separa da realidade da vida.
Uma espécie de bolha, que me protege de eventuais perigos
;
Mas, em contrapartida, não ensina a defender-me deles.
A
dependência não é opcional ou mesmo acomodação;
Em minha vida, tornou-se provisoriamente inevitável.
Às vezes, luto para me libertar do casulo, e poder
correr riscos;
Pois, a vida os possui, se não vivenciá-los
abrirei mão de parte dela.
Existiram
pessoas que já tentaram estourar a bolha e me libertar;
Queriam que eu conhecesse outros lugares, outras pessoas ;
Mas, o que é novo oferece riscos então, para
mim é limitado.
O
casulo metaforiza minha dependência, provisória
e inevitável;
Diferenciado por libertar ao término do desenvolvimento;
Já a dependência, ilimitada; sem oportunidades
para errar, não há aprendizagem.
Karina
Motta, 17 anos.