Este
artigo da adolescente demonstra de forma prática
a dificuldade da mesma, interagir com o meio global em que
vivemos.
Seria
muito importante que nós pais e educadores, tivéssemos
atentos com essa questão humana. Vivemos um mundo
de diferenças e diferentes e temos uma enorme dificuldade
em lidar com qualquer aspecto que foge ao nosso controle,
ou seja, caímos literalmente contra essa realidade
da vida.
Ser
diferente é ser mais atraente, é disponibilizar
recursos humanos no meio, para a evolução
de todos. É ajudar o ambiente deixar de ser robô,
medíocre.
Tanto
o índividuo que se sente diferente precisa atentar
para essa nova razão e colocar sua vida em beneficio
coletivo, ou seja, acreditar que veio ao mundo para ajudar
o seu meio se flexibilizar, tanto a família como
a Escola.
É
usar a inteligência em seu beneficio e beneficio coletivo,
apresentando-se como um canal de Deus para a humanidade
caminhar para humanização, ou melhor, ser
gente de verdade, e estar disponível a novos aprendizados.
Vivemos
uma tremenda ilusão, quando desejamos ser igual a
todo mundo, ou ainda quando ficamos nos sentindo rejeitados
porque apresentamos características típicas
especiais e únicas.
Evidente
que se nos fechamos, ficaremos mais carentes e mais problemáticos,
vamos nos distanciando daquilo que poderíamos aproveitar
do meio, dificultando ainda mais a possibilidade em lidar
com as diferenças.
Certamente
na medida que compreendo a razão da minha existência,
dou um sentido melhor para a minha vida e começo
articular essas diferenças em minha personalidade,
vou descobrir aspectos em mim que ainda não conhecia.
A
vida fica maravilhosa, podem crer. Precisamos ajudar nossos
jovens a compreender isto e para que façam da vida
deles, algo maior, algo que pode ajudar o meio com suas
diferenças a fim de que não desperdicem essa
maravilhosa energia, com situações sem retorno,
como drogas e outros.
A
vida é movimento, e o que gera o movimento são
as diferenças, e isto que é bonito e prazeroso,
pois a cada movimento nos conhecemos um pouco mais e mais
vamos de encontro ao nosso Eu maior que nos integra ao grande
movimento Universal.
Sonia
Braga Urbano