Finjo
me acostumar
Com os desprazeres da vida,
Com as incertezas e angústias,
Com as tristezas por cada ída.
Tento me acostumar
Com as perguntas sem respostas,
Com a vida corrida,
Com a distância, a saudade,
Com a falta de liberdade
Impostos pela vida.
Não vivo sem amor,
Com o ódio, nunca me acostumarei.
Já me acostumei
Com as vezes
Que com a vida lutei
E pelas lutas que ainda lutarei.
Mas com a guerra, com a fome,
Com a maldade do homem,
Não posso me acostumar,
Não posso me contentar,
Tenho que lutar!
Tenho que lutar
Para não me acomodar,
Para não me contentar.
Tenho que lutar
Pelo que posso melhorar!
Alyne C. Valença - 18
anos