Convivência
a Dois
Este
é um tema muito polêmico
e cheio de conflitos.
Muitas
são as teorias e
modelos de conduta para
aprender sobre a convivência
a dois.
O
mais importante é
saber que não existe
modelos, se faz necessário
escutar a própria
alma, a fim de saber o que
realmente necessitamos e
o outro sempre nos dá
de alguma forma uma certa
referencia, pela característica
projetiva que possuímos
em nossa condição
humana..
O
fundamental para isto, é
prestar atenção
e exercer controle sobre
as nossas insatisfações
pessoais e sentimentos de
rejeição que
já possuímos
a partir do nascimento.
Sendo
assim, certamente evitaremos
a transferência de
nossas limitações
em nossos companheiros e
somente desta maneira conseguiremos
estabelecer um real contato
com nossa essência.
É
comum observar pessoas,
principalmente as mulheres,
que sentem-se insatisfeitas
com seus companheiros, porque
idealizam a relação;
sonham com aquele amor romântico,
o beijo apaixonado, as flores,
os olhos nos olhos... mas
nem sempre o outro possui
condições
psíquicas para satisfazer
e preencher a necessidade
daquela mulher, contudo
não significa que
esta pessoa, não
tenha atributos muito interessantes
a oferecer.
Não
descartamos que todo este
romantismo seja muito prazeroso
e agradável de conviver,
pois não há
mulher que não tenha
em seus sentimentos um pouco
dos contos de fada, mas
fica evidente que uma relação,
baseada em sonhos e idealizações,
dificilmente encontrará
harmonia, pois despertará
muita cobrança de
ambas as partes.
O
maior segredo é;
seja você mesmo, independente,
e estabeleça um contato
real com o outro e tente
perceber o que você
tem a oferecer. Com este
pensamento, dispensará
aquele antigo pensamento
de querer que o outro satisfaça
as suas insatisfações
pessoais, mas vai estabelecer
uma relação
real e muito mais significativa,
partilhando e se repartindo
na relação.
Nunca
se esqueça, que o
amor humano, é troca.
Se você deu um, espere
receber um, se você
der outro, antes de receber
a troca, já ficará
com sentimento de subtração,
portanto, evite o excesso
de doação,
para que evite a carência
se a troca não for
equivalente.
Veja
no link a seguir, como pude
ilustrar este texto com
um poema: Pés
no Chão
Sônia
Braga Urbano