Ele
não
desiste,
mas
também
não
assume!
::
Rosana
Braga
::
Já
ouvi
muitas
mulheres
reclamando
da
falta
de
postura
dos
homens.
Sejam
maridos,
namorados
ou
apenas
"rolos"
(encontros
casuais),
elas
pedem
uma
atitude
mais
assertiva
e
coerente,
mas
eles
insistem
em
se
fingirem
de
mortos.
Justiça
seja
feita,
também
existem
mulheres
que
se
comportam
desta
maneira.
Ou
seja,
estamos
falando
de
pessoas
que
simplesmente
não
se
colocam!
Não
desistem,
não
vão
embora,
mas
também
não
assumem
e
não
se
comprometem.
Infelizmente,
vão
levando
a
vida
assim,
sem
fazer
escolhas,
sem
se
entregarem
sequer
aos
seus
próprios
sentimentos.
Bom
lembrar
que
o
silêncio
e
a
ausência
são
as
formas
mais
fáceis
de
se
enlouquecer
uma
pessoa,
porque
ela
fica
sem
referências,
sem
respostas,
sentindo-se
perdida
em
seus
próprios
pensamentos,
sem
ter
uma
negação
ou
uma
confirmação.
Portanto,
trata-se
de
uma
enorme
covardia
usar
desta
"arma"
da
comunicação
para
lidar
com
alguém
a
quem
se
ama,
pelo
menos
supostamente.
Duas
pessoas
precisam
dialogar
para
se
entenderem.
Se
isso
não
acontece,
a
tendência
é
que
ao
menos
uma
delas
se
sinta
completamente
sem
norte!
E
quem
está
nesta
situação,
tentando
experimentar
uma
relação
mais
madura
ou,
pelo
menos,
mais
clara,
termina
sem
saber
o
que
fazer,
como
agir
e
até
onde
cobrar.
Na
expectativa
de
que
uma
conversa
ou
uma
decisão
pessoal
possa
esclarecer
quais
são
as
verdadeiras
intenções
do
outro,
passam
semanas,
meses
e
até
anos
à
espera
de
uma
resposta.
E
quando,
cansadas
de
tanto
silêncio,
tantas
desculpas
ou
tantas
contradições,
pressionam
de
forma
mais
categórica
e
exigem
um
posicionamento,
o
outro
geralmente
reage
-
e
bem
mal!
Comumente,
esses
tipos
se
colocam
no
lugar
de
vítimas,
acusando
o
outro
de
fazer
pressão
demais,
de
cobrar
demais
e
de
não
ser
compreensivo.
Daí,
aproveitam
para
justificar
sua
falta
de
postura
baseando-se
no
momento
caótico:
o
da
gota
d'água,
quando
já
não
se
agüenta
mais
e
parte-se
para
o
extremos
das
acusações.
E
assim,
como
se
realmente
estivessem
cheios
de
razão,
são
capazes
de
ir
embora
ou
de
simplesmente
voltarem
à
inércia
inicial
após
a
crise,
como
se
nada
tivesse
acontecido,
deixando
ao
outro
a
impressão
de
que
são,
de
fato,
exagerados,
loucos
ou
incompreensivos.
A
questão
é
a
seguinte:
um
relacionamento
é
composto
por
duas
pessoas.
Quando
uma
tem
perguntas
e
a
outra
não
quer
dar
respostas,
ou
quando
uma
assume
o
que
sente
e
se
compromete
e
a
outra
apenas
vai
levando,
alguém
terá
de
tomar
uma
decisão
e,
obviamente,
vai
sobrar
para
quem
está
em
busca
das
respostas,
para
o
mais
maduro,
para
quem
sabe
o
que
quer
para
sua
vida.
Se
este
é
o
seu
caso,
ou
seja,
se
a
pessoa
com
quem
você
se
relaciona
não
desiste
de
você,
mas
também
não
assume
o
que
quer,
você
mesmo
terá
de
encontrar
as
respostas
que
deseja,
nem
que
sejam
as
suas
próprias.
Isto
é,
se
está
cansado
de
esperar
o
posicionamento
do
outro,
exausto
de
cobrar,
de
pressionar,
de
tentar
conversar
e
ele
continua
feito
uma
estátua,
fazendo-se
de
muda,
cega
e
surda,
prepare-se
para
algumas
resoluções
básicas.
Em
primeiro
lugar,
comece
a
reforçar
sua
segurança.
Ou
melhor,
dia
após
dia,
passe
a
repetir
para
si
mesmo
o
que
você
quer
para
seu
futuro,
o
que
espera
de
um
relacionamento,
o
que
pretende
viver
com
a
pessoa
que
estiver
ao
seu
lado,
supostamente
compartilhando
a
vida.
Em
seguida,
mas
somente
quando
se
sentir
seguro
o
bastante
do
que
deseja,
deixe
bem
claro
ao
outro
que
seu
limite
está
chegando
ao
fim
e
de
que,
embora
goste
muito
dele
e
queira
muito
manter
essa
relação,
precisa
da
participação
efetiva
e
contundente
dele.
Caso
contrário,
pretende
desistir
desta
situação
e
tentar
recomeçar.
Não
se
esqueça
de
falar
direta
e
objetivamente
sobre
o
que
quer.
Casar?
Ter
filhos?
Usar
aliança?
Morar
junto?
Não
sei...
descubra
exatamente
o
que
você
deseja
e
informe
o
outro,
assumindo
seus
sonhos
sem
medo
de
parecer
cafona
ou
antiquado.
É
sobre
sua
vida,
seu
futuro
e
sua
felicidade
que
estamos
falando
e
se
nem
você
mesmo
souber
o
que
deseja,
será
difícil
convencer
o
Universo
de
que
você
merece
tudo
isso!
Por
fim,
estabeleça
um
tempo-limite
para
que
o
outro
se
coloque,
assuma
ou
desista
categoricamente
desta
relação.
Enfim,
para
que
o
deixe
saber
o
que
ele
realmente
pretende,
sem
ficar
lhe
enrolando
indefinidamente
e
fazendo
você
perder
tempo
investindo
neste
encontro.
Mas
não
precisa
contar
sobre
esse
limite
para
o
outro.
É
uma
decisão
sua,
que
não
deve
ser
compartilhada
por
uma
razão
óbvia:
caso
essa
data
chegue
e
você
não
se
sinta
pronto
para
colocar
um
ponto
final
nesta
história,
poderá
estabelecer
uma
nova
data
limite.
Isso
evita
que
você
fale
e
volte
atrás,
perdendo
sua
credibilidade
e
deixando
o
outro
acreditar
que
você
só
promete
que
vai
terminar,
mas
na
hora
"h",
não
cumpre.
E
assim,
consciente
do
que
quer
e
se
sentindo
seguro
quanto
ao
que
merece
da
vida,
assuma-se
e
pare
de
esperar
pelas
respostas
do
outro,
que
vem
mostrando
há
tempos
que
não
se
importa
com
suas
perguntas!
A
maior
responsabilidade
pela
realização
de
seus
desejos
é,
felizmente,
sua!
Portanto,
faça
acontecer!
:::
Rosana
Braga
é
Palestrante,
Jornalista,
Consultora
em
Relacionamentos
e
Autora
dos
livros
"O
PODER
DA
GENTILEZA"
e
"FAÇA
O
AMOR
VALER
A
PENA",
entre
outros.
www.rosanabraga.com.br
-
Comunidade
no
Orkut
e
Parperfeito
:::Email:
rosanabraga@rosanabraga.com.br