A ansiedade é um estado emocional dirigido para o futuro e ocorre sem que qualquer tipo de perigo real esteja presente.

Uma das maiores fontes de ansiedade para o ser humano é o desejo de controlar a realidade, queremos que as coisas se manifestem da maneira que desejamos ou consideramos ideal.

Muitas vezes, aquilo que desejamos não é o melhor para nós, ou não oferece oportunidades de crescimento. Mesmo assim, tentamos forçar os acontecimentos ou entramos num estado de ansiedade e de medo, temendo que eles não se concretizem.

O controle, aliás, é um dos aspectos do medo, pois queremos manipular as variáveis de uma situação por recearmos que ela não se desenvolva da maneira que gostaríamos.

Este comportamento, geralmente, se deve ao fato de que somos ensinados desde pequenos, a “fazer as coisas acontecerem”. O mundo nos cobra uma ação permanente, afirmando que somente os que correm atrás é que conseguem sair vencedores. Este ensinamento carrega em si a ilusão da onipotência, pois considera que a vida é tecida somente por nossos desejos e realizações.

É importante, sim lutarmos para alcançar nossos objetivos e nossa persistência tem um papel importante em nossas conquistas, mas tudo tem um tempo certo para desabrochar, amadurecer, frutificar. Portanto a ansiedade e a pressa podem, muitas vezes gerar o inverso, fazendo com que afastemos com a negatividade de nossa mente, o alcance de nossos objetivos.

Quando as coisas se recusam a acontecer da maneira que esperamos, o melhor e seguirmos numa outra direção, abandonando temporariamente aquelas metas e por atalhos diferentes, podemos alcançar o que queremos.

É preciso confiar na vida e deixar que ela aponte soluções para as situações aparentemente sem saída...

Quando nos apegamos demais às coisas, pessoas ou situações, eliminamos qualquer possibilidade de que o novo, o inesperado e o melhor se manifestem, ficamos presos a padrões antigos que podem não condizer com a necessidade de nossa alma.

Temos que abandonar a tendência ao imediatismo e desenvolver a persistência.

É preciso lutar, a cada dia, pela certeza de que alcançaremos tudo aquilo de que precisamos.
Acima de tudo e primeiramente é preciso definir metas, o que se deseja, o que se quer e principalmente o sentido da vida, pois só dessa forma, dominamos a ansiedade, quando damos existência ao nosso movimento, aos nossos dons e talentos pessoais, demonstrando que existimos e podemos contribuir com o meio cada vez melhor.

De posse do sentido da vida, a crença de que estamos contribuindo com o melhor de nós, alivia sobremaneira a ansiedade, pois a leitura que fazemos de cada fato ao nosso redor, possui um efeito de aprendizado, logo, a capacidade em existir vai ficando mais plena e menos insatisfatória, menos egoísta.

Não fique competindo com Deus, abra-se para o novo, para a força maior e fique em paz.

Sonia Braga Urbano

 

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