É
o dialogo
comigo
mesmo,
Que
faz
sombra,
em pensamento.
Uma
parte
de mim
que
ama
Que
deseja
voltar
a sentir-se
mulher
E a
outra
parte
reprimida
no âmago,
Feminino,
no sentimento.
Na
dialética,
tento
reprogramar,
Minha
mente.
Vendo-me
nu na
cachoeira,
Brincando
com
você
como
criança
Rindo
para
o sol,
a água
e as
plantas...
Mas
quando
menos
espero,
A sombra
do passado
aparece,
Sobrepondo-se
a imagem
alegre
E tudo
desaparece,
como
um acordar
De um
lindo
sonho!
Volto
para
a dialética
E procuro
negociar
com
ambas
as partes
De forma
veemente
Exijo
a presença
do sonho
em minha
mente
Agradeço
a presença
do passado,
Mas
faço
a opção
Da nova
programação!
Eu sou
feliz!
Eu sou
amor!
Eu mereço
amar
novamente,
Eu me
permito
entregar
o passado,
Aos
meus
registros
de aprendizado
somente!
Sônia
Braga
Urbano
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